Especialistas em carreira e tecnologia ouvidos pela Forbes apontam para uma reconfiguração das funções, com as habilidades humanas em destaque. A inteligência artificial não vai substituir todos os empregos, mas certamente vai transformar muitos deles. É o que aponta um novo estudo da Microsoft ,que analisou mais de 200 mil interações anônimas de usuários nos EUA com o Copilot — assistente de IA da própria empresa — para mapear as tarefas mais automatizadas no dia a dia e, a partir disso, identificar as profissões mais (e menos) impactadas pela tecnologia.O resultado é o “índice de aplicabilidade da IA”, que classifica ocupações com base no quanto suas tarefas podem ser realizadas com o apoio da inteligência. Por outro lado, cargos que exigem habilidades manuais, empatia direta ou trabalho físico, como operadores de maquinário, enfermeiros e técnicos da saúde seguem relativamente protegidos. “O que vamos ver não é a IA tomando todos os postos de trabalho, mas sim mudando a forma como os profissionais atuam”
O futuro (e o presente) do trabalho com a IA
O avanço da IA abre portas para um novo tipo de colaboração. “A IA é uma ferramenta de suporte, e não uma e não uma substituição completa”, diz Maria Sartori, diretora de mercado na Robert Half, consultoria de recursos humanos. “A tecnologia pode assumir tarefas repetitivas, mas também potencializa o que o profissional já faz de melhor”, complementa Brossi.
Nesse novo cenário, habilidades humanas seguem sendo o maior diferencial. “Empatia, inteligência emocional, pensamento crítico, adaptabilidade e julgamento ético permanecem fora do alcance das máquinas”, destaca David Dias, sócio-líder de inteligência artificial da EY, consultoria global especializada em auditoria, impostos, estratégia e transformação digital, na América Latina. “O grande desafio será a reinvenção das pessoas: a velocidade de transformação está exigindo que busquemos nos reinventar rapidamente e de forma constante.”
A tendência, segundo os especialistas, é de uma reconfiguração nas funções. “Os processos serão redesenhados com a IA no centro, criando funções híbridas – parte automatizadas, parte humanas”, explica Brossi. “O trabalho humano vai ser alçado a um novo patamar de decisão, criatividade e impacto estratégico. Enquanto isso, a IA vai deixar de ser um diferencial, como ainda ocorre atualmente, e passar a ser considerada uma competência básica”, completa Sartori.
Profissões menos impactadas pela inteligência artificial
Operador de draga
Operador de ponte e eclusa
Operador de estação de tratamento de água
Fundidor e moldador
Operador de máquina de instalação e manutenção de trilhos
Piloteira (costureira de peças-piloto)
Lixador e acabador de piso
Auxiliar de enfermagem hospitalar
Operador de embarcação a motor
Operador de equipamento florestal
Operador de máquina de pavimentação, nivelamento e …
Empregada doméstica e faxineira
Trabalhador geral em petróleo e gás
Telhadista
Operador de estação de compressão e bombeamento de gás
Ajudante de telhadista
Fabricante de pneus
Assistente cirúrgico
Massagista
Técnico em oftalmologia
Operador de empilhadeira e trator industrial
Supervisor de bombeiros
Mestre de obras e acabador de concreto
Lavador de louça
Alimentador e auxiliar de máquinas
Operador de máquinas de embalagem e…
Preparador de equipamentos médicos
Trabalhador de manutenção rodoviária
Ajudante de produção
Prostodontista (destista especializado em próteses dentárias)
Reparador e troca de pneus
Engenheiro naval
Instalador e reparador de vidros automotivos
Cirurgião bucomaxilofacial
Operador de planta e sistemas (diversos)
Embalsamador
Ajudante de pintor, encanador e funções similares
Trabalhador na remoção de materiais perigosos
Auxiliar de enfermagem
Flebotomista (responsável pela extração do sangue em pacientes)


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